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Fraternidade Sacerdotal do Cenáculo
Nosso Carisma Fundante
Toda
nossa espiritualidade está centrada no Cenáculo. É a Espiritualidade
de um Novo e Permanente Pentecostes. Ao Cenáculo somos chamados a
retornar cotidianamente:
Ali nascemos (instituição do
Sacerdócio); ali fomos, somos e seremos alimentados (Eucaristia:
redescobri-la como centro do ministério); ali somos iniciados na diaconia pelo próprio Cristo
(lava-pés: redescobrir a caridade
pastoral); ali fomos, somos e seremos encorajados por Maria (Mãe e
Educadora do nosso Sacerdócio); ali nos ajudaremos (fraternidade
sacramental).
Somos chamados a retornar
ao Cenáculo a cada dia para recebermos o poder do alto (efusão no
Espírito) e começarmos a nossa missão: profetas de um Novo
Pentecostes na Igreja e para o mundo!
Queremos aprofundar também toda
a intuição profética da Beata Elena Guerra, Apóstola do Espírito
Santo dos tempos modernos.
"Os confins do Cenáculo
se alargaram por toda a Terra.
Pensa que teu coração é um novo e
verdadeiro Cenáculo,
no qual o Paráclito habita como Hóspede e Amigo
Fidelíssimo"
(Beata Elena Guerra)
Algumas fundamentações do nosso carisma e missão a partir de alguns
pronunciamentos do Magistério atual
“Ó Espírito Santo, renova em nossa época os
prodígios de um Novo Pentecostes; e concede a Santa Igreja, reunida
em unânime oração, com Maria Mãe de Jesus, e guiada por Pedro,
difundir o Reino do Divino Salvador, que é Reino de verdade, de
justiça, de amor e de paz. Assim seja”.
(Oração do Papa João XXIII para a preparação
do Vaticano II, 1959)
“A rica efusão dos dons do
Espírito Santo requer uma disposição aberta às suas moções, procura
interior de perfeição sempre maior, abandono sereno aos acenos da
vontade divina. Por isso, nestes dias, deixaremos o ritmo habitual
do serviço pontifical para aguardar, "no silêncio e na esperança"
(Is 30,15), a mística vinda do divino Paráclito que desce para
renovar na Igreja os prodígios como em um novo Pentecostes”.
(João XXIII, 20 de maio de
1963)
“A Cristologia e especialmente a
Eclesiologia do Concílio, deve acompanhar um novo estudo e um novo
culto ao Espírito Santo, próprio como complemento infaltável ao
ensinamento conciliar”
(Paulo VI, Audiência de 6 de Junho de 1973)
“No es una renovación interior de este
género la que ha querido fundamentalmente el reciente Concilio?
Ahora bien, se trata allí ciertamente de una obra del Espíritu, de
un don de Pentecostés. Hay que reconocer también una intuición
profética en nuestro Predecesor Juan XXIII cuando preveía una
especie de nuevo Pentecostés como fruto del Concilio. Nós mismo
hemos querido situarnos en la misma perspectiva y en la misma
espera.
No es que los efectos de Pentecostés hayan
cesado de ser actuales a lo largo de la historia de la Iglesia, pero
son tan grandes las necesidades y los peligros de este siglo, son
tan vastos los horizontes de una humanidad conducida hacia una
coexistencia mundial que luego se ve incapaz de realizar, que esa
misma humanidad no puede tener salvación sino en una nueva efusión
del Don de Dios. Venga, pues, el Espíritu Creador a renovar la faz
de la tierra”.
(Paulo VI, Exortação Apostóica «Gaudete in
Domino», 1975)
“Nós estamos vivendo um momento
privilegiado do Espírito. Se procura, por toda a parte, conhecê-lo
melhor, assim como foi revelado nas Escrituras. Se é feliz, se nos
colocamos sob sua moção. Nos recolhemos entorno a Ele e nos deixemos
guiar por Ele”.
( Paulo VI, Exortação Apostólica «Evangelli
nuntiandi» ,1975)
“Queridos Irmãos e Irmãs,
acolhei nos vossos corações o Espírito Santo com a mesma docilidade
da Virgem Maria. Deixai-vos maravilhar sempre por Deus e evitai
receber os seus dons de maneira trivial. Oxalá o Espírito, Mestre
interior, vos conforte na fé e vos torne cada vez mais conformes com
Cristo. Neste mundo, com freqüência permeado de tristeza e de
incerteza, tende a audácia de colaborar com o Espírito numa nova e
grande efusão de amor e de esperança em toda a humanidade”.
( João Paulo II a RCC
Italiana, 4 de Abril de 1998)
“Aquilo que
aconteceu em Jerusalém, há dois mil anos, é como se hoje à tarde se
renovasse nesta Praça, centro do mundo cristão. Como outrora os
Apóstolos, também nós nos encontramos reunidos num grande cenáculo
de Pentecostes, desejando ardentemente a efusão do Espírito.
Queremos professar aqui, com a Igreja inteira, que «o Espírito é o
mesmo..., o Senhor é o mesmo... é o mesmo Deus que opera tudo em
todos» (1 Cor 12, 4-6). Este é o clima que desejamos reviver,
implorando os dons do Espírito Santo para cada um de nós e para o
inteiro povo dos batizados. (...)
Hoje, a todos vós reunidos aqui na Praça de
São Pedro e a todos os cristãos, quero bradar: Abri-vos com
docilidade aos dons do Espírito! Acolhei com gratidão e obediência
os carismas que o Espírito não cessa de dispensar! Não esqueçais que
cada carisma é dado para o bem comum, isto é, em benefício de toda a
Igreja!(...)
E eis, então, os movimentos e as novas
comunidades eclesiais: eles são a resposta, suscitada pelo Espírito
Santo, a este dramático desafio do final de milénio. Vós sois esta
resposta providencial (...)
Hoje, deste Cenáculo da Praça de São Pedro,
eleva-se uma grande oração: Vinde Espírito Santo, vinde e renovai a
face da terra! Vinde com os vossos sete dons! Vinde Espírito de
vida, Espírito de verdade, Espírito de comunhão e de amor! A Igreja
e o mundo têm necessidade de Vós. Vinde Espírito Santo e tornai
sempre mais fecundos os carismas que concedeis. Dai nova força e
impulso missionário a estes vossos filhos e filhas aqui reunidos.
Dilatai o coração deles, reavivai o seu empenho cristão no mundo.
Tornai-os corajosos mensageiros do Evangelho, testemunhas de Jesus
Cristo ressuscitado, Redentor e Salvador do homem. Fortalecei o seu
amor e a sua fidelidade à Igreja. A Maria, primeira discípula de
Cristo, Esposa do Espírito Santo e Mãe da Igreja, que acompanhou os
Apóstolos no primeiro Pentecostes, dirigimos o nosso olhar para que
nos ajude a aprender do seu Fiat a docilidade à voz do Espírito.
Hoje, desta Praça, Cristo repete a cada um de vós: «Ide pelo mundo
inteiro e anunciai o Evangelho a todas as criaturas» (Mc 16, 15).
Ele conta com cada um de vós, a Igreja conta convosco. «Eis –
assegura o Senhor – Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo»
(Mt 28, 20). Estou convosco. Amém!”.
(João Paulo II, Vigília de Pentecostes com
os novos movimentos, 30 Maio de 1998)
“No nosso tempo, ávido de
esperança, façam conhecer e amar o Espírito Santo. Assim, ajudareis
a tomar forma aquela «Cultura de Pentecostes» que pode fecundar a
civilização do amor e a convivência entre os povos.Com fervente
insistência não vos canseis de invocar: Vem,Espírito Santo! Vem!
Vem!.”
(João Paulo II, aos
responsáveis da RCC, 14 Março de 2002)
“Graças ao movimento carismático, muitos
cristãos, homens e mulheres, jovens e adultos, redescobriram
Pentecostes como realidade viva e presente na existência cotidiana.
Desejo que a «Espiritualidade de Pentecostes» se difunda na Igreja,
como impulso renovado de oração, de santidade, de comunhão e de
anúncio”.
(João Paulo II, Vésperas de Pentecostes, 29
Maio de 2004)
“ Deixai-vos inflamar pelo Fogo do Espírito,
a fim de que um Novo Pentecostes renove os vossos corações”
(Papa Bento XVI, Jornada Mundial da
Juventude, 18 Agosto 2005)
“Desejo que o Espírito
Santo encontre uma acolhida cada vez mais fecunda no coração dos
crentes e que se difunda a “cultura de Pentecostes”, tão necessária
em nosso tempo”
(Papa Bento, Audiência Geral em 28 Setembro 2005, Congresso Lucca)
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