Fraternidade Sacerdotal do Cenáculo

 

 

Um pouco de nossa história

 

Por Padre Eduardo Braga e Silva

 

Este desejo nasce no Coração de Deus e da sua Igreja, e nos foi tornando evidente, através de alguns sinais, situações e pessoas concretas.

Abaixo segue uma tentativa de individualizar os mais relevantes.

 

  • RENASEM 1 (RCC- Brasil):

Foi o ponto de encontro da maioria de muitos de nós. Foi já a partir dali que começou nosso desejo de estarmos de certa maneira unidos para vivermos carismaticamente o nosso futuro ministério.

Muito se pensou em uma forma de oferecer um acompanhamento aos sacerdotes que passaram pela secretária (recordar as orações de D.Alberto no fim dos retiros ao pedir comprometimento com a obra da parte daqueles que se ordenariam naquele ano).

A Fraternidade surge também como uma resposta concreta ao período pós- Renasem.

 

  • Roma:

 Muitos de nós, sobretudo coordenadores estaduais e diocesanos, nos encontramos providencialmente em Roma no Colégio Mater Ecclesiae 2, onde apesar das dificuldades começamos um pequeno grupo de partilha e oração onde tal desejo foi nutrido. Foi sobretudo a partir do ano 2000 que nos encontrávamos periodicamente para orarmos juntos pelo Batismo no Espírito Santo. Neste período foi de fundamental importância a nossa participação no grupo da Canção Nova.

 

  • D. Alberto Taveira, um profeta:

 No dia 02 de Fevereiro de 2003, encontramos D.Alberto e partilhamos nosso desejo.Recordo-me suas palavras: “Confirmo! Vocês têm a minha benção. Comecem de forma espontânea e nada jurídica por enquanto”. D.Alberto também pediu-nos que aproveitássemos a passagem do Pe. Jonas Abib em Roma para partilharmos também com ele.

 

  • Pe. Jonas Abib:

No dia 20/02/2003, Dudu e Pe. Alex Paiva se encarregaram de falar com o padre. Este, logo afirmou: “É Vontade de Deus!”, e nos apresentou duas possibilidades: Ou começaríamos de forma autônoma ou poderíamos fundar um segundo elo de sacerdotes diocesanos no interno da Canção Nova. Em ambos os casos o padre nos garantiu que teríamos a sua benção.

 

  • Várias confirmações:

Oramos e jejuamos pedindo a Deus o discernimento...Eu recebi várias confirmações de diferentes pessoas que nem sequer tinham conhecimento dos fatos. Tudo foi muito claro. As confirmações mais fortes vieram por intermédio do Pe. Aélio (Aracaju), Pe. Jonas Eduardo (Religioso/RJ), Pe.Nicolas Fasoli (Lion / França) e Ana Paula (Comunidade Emanuel / Portugal) e Paula (uma professora de Filosofia Cristã de Portugal).

      Em Agosto de 2003, Dudu e Pe. Alex se encontraram na Canção Nova em Cachoeira Paulista e ao orarem tiveram o discernimento que a Fraternidade deveria começar sem estar ligada a nenhuma comunidade, o que por sua vez não impede que um sacerdote pessoalmente participe ou mantenha contato com uma comunidade com a qual simpatize.

 

  • Uma ordem: Escreve!

 Exatamente no dia 18 de Junho de 2003 um sacerdote me pediu pessoalmente para que eu começasse a escrever sobre a Fraternidade. No mesmo dia, confirmando esta moção, um outro sacerdote por telefone me pediu a mesma coisa.3 Adiei por alguns meses esta missão não por falta de tempo, mas por alguns questionamentos. Foi então que no dia 15 de Novembro D. Alberto celebrou na Casa da Canção Nova em Roma e ao final da celebração mandou me chamar particularmente e me pediu para começarmos rapidamente a Fraternidade. Daquele momento me diante, vi naquele pedido a Vontade de Deus e da Igreja.

 

  • Ars: Lugar escolhido pela Providência!

O Senhor me deu a possibilidade de passar as férias do Natal / 2003 junto com Pe. Nicolas em sua paróquia na cidade de Montrond Les Bains que fica perto de Ars. Ali na cidade do nosso Patrono fiz durante alguns dias o meu retiro para a ordenação diaconal e aproveitei também para, diante de Jesus Sacramentado, começar a escrever uma primeira tentativa desta Obra. Sou muito consciente da minha pobreza e limitação e penso também que vocês terão preciosas contribuições para esta nossa primeira tentativa que na sua Infinita Misericórdia o Senhor quis que fosse iniciada por este pequenino servo.4

No dia 04 de Janeiro de 2004, (juntamente com o Pe. Nicolas em Ars 5), terminei de escrever e quase instantaneamente fomos abençoados individualmente por Jesus Sacramentado. A Palavra que o Senhor me deu foi: “O Senhor Cria algo novo sobre a Terra”. (Jr 31,21-22)

 

 


1 Retiro Nacional de Seminaristas (Renasem) que participam da espiritualidade da RCC. O primeiro encontro deu-se na cidade de Queluz - SP, na Casa de Retiros “Canção Nova”, com aproximadamente 20 seminaristas. Tal encontro foi no mês de julho de 1983.

A exortação apostólica “Pastores Dabo Vobis” afirma no número 68: “As associações e movimentos juvenis, sinal e confirmação da vitalidade que o Espírito assegura a Igreja, podem e devem contribuir para formação dos candidatos ao sacerdócio, em particular daqueles que procedem da experiência de Igreja, não deverão sentir-se convidados a cortar com seu passado e a interromper as relações com o ambiente que contribuiu para concretizar a sua vocação, nem deverão apagar os traços característicos  que aí aprenderam e viveram em tudo aquilo que de bom, edificante e enriquecedor essas  agregações contêm. Também para eles, este ambiente de origem continua a ser fonte  de ajuda e apoio na caminhada formativa para o sacerdócio”.

À luz destas palavras, o RENASEM quer ser um serviço da RCC aos seminaristas, que encontram nesta espiritualidade elementos que os ajudem a cultivar em suas vidas a caridade pastoral, que deve ser a característica específica do futuro sacerdotal.

Evidentemente, não é pretensão do RENASEM “se constituir numa estrutura alternativa à instituição” (estatuto), mas ser “sentido e vivido como o Dom de uma alma alimentadora dentro da instituição do Seminário e do serviço” (idem).

2 Eu escrevi uma pequena crônica a partir do ano 2000 de alguns momentos de oração que havíamos começado no colégio a nível de partilhas  e nossa busca diária de vivermos a graça do Batismo no Espírito. Eu o intitulei “ A continuação de uma obra que é de Deus”. Coloco a disposição...

 3 Abro espaço para uma pequena confissão: Mais de 6 meses se passaram e eu relutei para escrever, me questionava sobretudo perguntando o porquê deveria ser eu a começar a escrever. O fato de falar de uma F.S sem ser ainda sacerdote me assustava. Fui convencido somente no dia 15 de Novembro por D.Alberto.

4 Um fator principal e providencial foi que tudo foi escrito diante do Santíssimo Sacramento. Foi incrível!Tanto no primeiro dia que cheguei para começar a rezar e escrever, como no último que deveríamos entregar ao Senhor e a S. João M.Vianney, havia Adoração Eucarística. Sem falar que no dia 04 de Janeiro (Epifania do Senhor) terminei exatamente na hora em que o sacerdote abençoou todo o povo com Jesus Sacramentado. Não precisa nem falar que na hora eu levantei as folhas né?

Comecei a escrever no dia 22 de Dezembro de 2003 e terminei dia 04 de Janeiro de 2004. Neste primeiro dia também foi confirmado através da figura de Catharine Lassagne a moção de termos na Fraternidade um espaço de intercessão assumidos por santas mulheres que ofereçam suas vidas em oblação pela nossa santificação.

Outro fato importantíssimo é que tivemos a graça também de visitarmos a casa e o túmulo de Marta Robin, ali pedimos para os nossos ministérios um novo Pentecostes de amor e eu tomei a iniciativa de escrever um pedido de oração para deixar em seu quarto. Escrevi: “Marta, te consagramos nossa Fraternidade Sacerdotal para que possamos ser profetas de um novo Pentecostes de amor. Manda-nos santas intercessoras!”

5 Importante saber que ali em Ars onde viveu o patrono dos sacerdotes do mundo inteiro, o Senhor através de uma profecia em Agosto de 2003 nos prometeu uma casa.

 

  Responsável Teológico Padre Eduardo Braga e Silva - colaboração Gilcemar Hohemberger
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