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Beata Elena Guerra

 

 

 Maturidade Eclesial para uma primavera do Espírito

 

Geralmente quando chega a Primavera, as flores não aparecem no meio da rua, o lugar propício para elas é sem dúvida o jardim. Tanto é, que se as mulheres encontrarem esporadicamente uma flor no meio da rua são tentadas a arrancarem rapidamente e levarem para o jardim de suas casas. Pois bem, o olhar profético de João Paulo II, viu no encontro com os novos movimentos (no qual a Renovação Carismática Católica está inclusa) na Praça São Pedro em 1998, a primavera do Espírito Santo para a Igreja do Terceiro Milênio.

Após reconhecer a legitimidade deles no interno da Igreja, o Papa indica uma estrada que deve marcar esta nova etapa da vida dos movimentos: A Maturidade Eclesial!

Quero crer que já é hora da Renovação, enquanto realidade eclesial, fazer o seu exame de conhecimento a esta chamada profética do Santo Padre. Reconhecemos esta exigência? Já estamos a caminho? O que estamos a fazer para tal coisa? A Igreja reconhece nossos frutos maduros de comunhão e empenho? A Igreja no Brasil pode contar com a nossa maturidade eclesial? Os nossos grupos refletem esta maturidade?

Certo, Renovação, estamos a caminho. Somos o Povo de Deus peregrino. Resta-nos ainda tempo. Podemos (re)começar! Somos ainda chamados a avançar para águas profundas, porque o “Duc in altum” é o programa para todo o milênio.

Proponho olharmos este caminho formativo em três níveis que se completam:

 

-              Cristológico

o     Partir de Cristo (modelo de maturidade humana e cristã)

o     Desenvolver o aspecto prático social da minha profissão de fé

o     Eucaristia (centralidade)

o     Transformar o meu ambiente a partir de Cristo, valores cristãos.

 

-              Eclesiológico

o     Conhecer e vivenciar a Doutrina da Igreja

o     Experiência viva com os sacramentos

o     Formação para Unção e frutos de Eclesialidade

o     Empenhar-se na atividade evangelizadora e missionária da Igreja

 

-              Pneumatológico

o     Conhecer, amar e invocar o Espírito Santo

o     Viver pessoal e comunitariamente a graça da Efusão do Espírito – propagar a Cultura de Pentecostes

o     Santidade de vida, como dom do Espírito Santo.

 

É verdade, temos longo caminho a percorrer, mas a graça da experiência da Efusão do Espírito já nos convenceu que é o Espírito a governar a Igreja, Esposa de Cristo. Ao início deste Novo Milênio, a Força do Alto não nos faltará!

Sim, irmãos, Duc in Altum… mas com o Espírito de Cristo na Igreja!