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Escritos de Fogo!
O mais novo Livro sobre a vida e a obra da Beata Elena Guerra
(A correspondência profética entre a Beata
Elena Guerra e o Papa Leão XIII)
Lançamento no Congresso da RCC em Julho de 2009
na Canção Nova
ESCRITOS DE FOGO!
Escritos de Fogo! Eis o que temos agora em
nossas mãos! Manusearemos e transformaremos em reflexão e oração, a
correspondência entre duas figuras proféticas do pentecostalismo
católico: O Papa Leão XIII que escreveu a primeira Encíclica ao
Espírito Santo na história da Igreja e a Beata Elena Guerra, a
apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos, a primeira pessoa
beatificada pelo Papa João XXIII, hoje também beato e que abriu o
Concílio Vaticano II pedindo para a Igreja a graça de um Novo
Pentecostes.
Elena Guerra viveu nutrindo um único sonho
nascido de seu chamado profético na Igreja: Fazer o Espírito Santo
mais conhecido, amado e invocado. Vendo o mundo de sua época
pervertido por Satanás e uma multidão de almas se distanciando do
Coração de Deus, Elena é convencida pelo Senhor a iniciar um grande
epistolário com o Papa Leão XIII. Em suas cartas, ela pedirá ao Papa
que chame novamente os cristãos para um retorno ao Cenáculo. Pela
Novena de Pentecostes, desejava que fosse pregada a Palavra, a fim
de que, os ensinamentos divinos iluminassem as mentes para o
conhecimento do Espírito Santo e movesse a vontade dos cristãos para
corresponderem às suas santas inspirações.
Elena escreve com amor e respeito de filha, mas
com coragem e ousadia de profeta. A sua insistência, unida à sua
vida profunda de oração e invocação ao Espírito Santo, juntamente
com suas audaciosas iniciativas, alcança de Leão XIII, três
documentos importantes: O Breve “Provida Matris Charitate” de
5 de Maio de 1895, quando o Papa promulga a obrigação da Novena de
Pentecostes para a Igreja inteira; A Encíclica “Divinum Illud
Munus” de 9 de Maio de 1897 e a Carta aos Bispos “Ad fovendum
in Christiano Populo” de 18 de Abril, como um pedido reforçado
para celebrar a Novena todos os anos e maior diligência da parte dos
pregadores para que transmitissem ao povo a doutrina sobre o
Espírito Santo.
A figura desconhecida, mas grandiosa de Elena
Guerra, que se ergue na Igreja como aquela que mais escreveu sobre o
Divino Espírito, levará o Papa a consagrar o difícil Século XX ao
Espírito Santo. Estava aberta a porta do Cenáculo e o mundo
católico, ortodoxo e protestante veriam o grande derramamento do
Espírito ao longo do século, impulsionado, sobretudo, pelos grandes
avivamentos carismáticos que perduram até hoje.
Os católicos brasileiros, sobretudo, os que se
encontram na Igreja através da Renovação Carismática, precisam
conhecer estes documentos. Eles são a nossa raiz! Estão neles a
segurança da nossa ortodoxia! A vida eclesial e profundamente
carismática da Beata precisa ser conhecida pelos brasileiros que
amam o Espírito Santo. Eis o objetivo destes Escritos de Fogo!
A vitalidade espiritual e a teologia
especulativa e orante da Beata em seus escritos pneumatológicos,
levará o leitor a uma verdadeira paixão pelo Divino Paráclito e a um
desejo profundo pela vida no Espírito. Eu posso testemunhar isso!
Não é exagero aproximar Elena Guerra das
grandes doutoras da Igrejas, não por milagrosas manifestações
carismáticas, mas por sua elevação teológica e seu fecundo
apostolado pela renovação da Igreja através do retorno dos fiéis ao
Espírito Santo.
As cartas de espiritualidade cristã sempre
tiveram um lugar privilegiado. Como não recordar das Cartas de São
Paulo? As 270 cartas de Agostinho? As 6. 795 cartas de Santo Inácio
de Loyola? As 266 de Santa Teresinha? As 633 do Pe. Pio?
Elena escreveu muitas obras dedicadas ao
Espírito Santo e também muitas cartas. Muitas delas se perderam.
Hoje temos 740 de sua autoria. Dom Bosco a chamou de “caneta de
ouro”, e as irmãs costumavam dizer que a escrita era para Elena “o
oitavo dom do Espírito Santo”. Ao Papa Leão XIII, Elena escreve 14
cartas. Nem todas foram entregues e uma delas se perdeu.
Colocamos em vossas mãos as 13 que conhecemos e
que até hoje se encontram no Arquivo da Casa Mãe em Lucca, na
Itália. Elena foi uma voz isolada, uma navegadora solitária quando
começou a escrever sobre o Espírito Santo, denominado, até então,
“divino desconhecido”. Ela é precursora de uma literatura
carismática!
Neste ano de 2009, celebramos o jubileu de ouro
da beatificação de Elena Guerra. Também é o ano, em que na Itália,
estão sendo lançadas as Obras Completas. Aqui no Brasil, receberemos
as suas relíquias. São muitas graças do Espírito!
Creio que não haja hora melhor para viver as
intuições proféticas dos “Escritos de Fogo”, momento em que a Igreja
na América Latina se convence de que “Necessitamos de um Novo
Pentecostes!” (Aparecida 548). Elena Guerra pode ser apresentada
como um modelo de discípulo-missionário para que todos os batizados
se tornem apóstolos do Espírito Santo e da efusão de Pentecostes. Só
assim, começaremos a ver a renovação da face da Terra, só assim
nossos povos receberão a vida Daquele que “É Senhor e dá a Vida”!
Oremos como Elena: “Veni Sancte Spiritus!”
Pe. Eduardo Braga (Dudu)
Rio de Janeiro, 11 de Fevereiro de 2009 a.D
(Nossa Senhora de Lourdes) |